Tecnologia Social em comunidades ribeirinhas: atraso ou correspondência tecnológica ao Bioma Amazônia?
Resumo: Este artigo busca apresentar tecnologias criadas pelas comunidades agroextrativistas e como elas podem representar um processo de desenvolvimento tecnológico mais vinculado às características do bioma Amazônia. Nessa região, a concepção de desenvolvimento tecnológico dominante atribui o rótulo de “atraso” para as tecnologias criadas pelas comunidades tradicionais. Essa concepção resulta na imposição de tecnologias externas que não estão adequadas às características do território e tendem a desconsiderar o impacto sobre a natureza e sobre a cultura local. Diante disso, torna-se importante pesquisas que busquem dar visibilidade às tecnologias desenvolvidas pelos agroextrativistas para a compreensão de suas aplicações e impactos, livre de rótulos e preconceitos. Por isso, este trabalho analisa a diversidade de tecnologias construídas pelos agroextrativistas e busca observar o processo de sua construção, fazendo aparecer suas implicações para o território. Para isso, utilizamos a abordagem da Tecnologia Social (TS). Realizamos um estudo de caso para levantar a diversidade de tecnologias em uma comunidade agroextrativista da Amazônia. O estudo baseou-se em vivências, observação participante e dados secundários. Foi observado que, diferente do rótulo de “atraso”, as tecnologias dos agroextrativistas representam um processo secular de construção de correspondências tecnológica ao território e responsabilidade com a natureza.
Palavras-chave: Tecnologia Social, Agroextrativista, Comunidade ribeirinha, Bioma Amazônia
Deyvson Pereira Azevedo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Castanhal
Dadiberto Pereira Azevedo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Castanhal
Felipe Addor
Universidade Federal do Rio de Janeiro

